Um balanço desta quarentena

Com uma re-abertura de vários sectores de uma forma controlada e com uma nova normalidade dei por mim a fazer um pequeno balanço desta quarentena.
balanço desta quarentena

Com uma re-abertura, controlada por muitos países europeus de vários sectores, com uma nova normalidade dei por mim a fazer um pequeno balanço desta quarentena.

O que fiz, o que não fiz, o que aprendi e o que não entendi

Penso que estamos todos neste ponto, e os mais agarrados aos dados como eu, lá estamos novamente nas contas, e nas lições aprendidas de “pandemias semelhantes”, para que possamos projectar, os próximos meses.

No meu caso, o desconfinamento não me fará mudar nenhuma das decisões que já tenha tomado antes e durante a quarentana, a minha rotina pouco ou nada se alterará.

Irei permanecer em teletrabalho e a manutenção da casa, supermercado, etc, continuará a ser online, não farei corridas em espaços públicos e permanecerei no interior das linhas da casa de campo.

Por um lado, a pandemia, o bloqueio social e físico me mostrou mais clareza, naquilo que poderia ainda ter uma pequena percentagem de insegurança sobre os meus pensamentos, conclusões e opiniões.

Que nem todos conseguimos ver a realidade ao mesmo tempo.

Uns necessitam do seu próprio tempo para adquirir os dados e processarem, outros preferem mentirem-se a si mesmo. Assim torna-se mais fácil aceitar o que está perante de si mesmo. Já outros, apenas não querem que tu a concluas seja o que for, mas este grupo será sempre aquele que dificilmente irá mudar.

Por outro lado, a pandemia fez-me voltar às origens, com uma idade diferente e me mostrar o quanto é difícil viver o dia a dia quando te proíbem de sair de casa.

O que para mim é o mais fácil desta pandemia é o mais difícil para minha mãe. Não acredito que seja a diferença de idades. Apenas que nem todos os desafios que me dão são realmente desafios, mas para outra pessoa são desafios gigantescos.

O meu balanço positivo recai na maior capacidade que adquiri a falar com os país sem termos de gritar e impormos o ficar em casa, é um caminho muito complicado, o sentar e ouvir são as técnicas de pais para filhos, que não funcionam de filha para pais.

São poucos os pais da geração dos anos 50s que esperam vir a aprender com os filhos, a gestão emocional e intelectual, que habitualmente vivo intensamente, evolui positivamente, sabendo abrandar.

O abrandamento deu-me a oportunidade de voltar ao entretenimento.

Desbloquear a criatividade que tinha vindo a guardar, e espero que me permita ter a clareza de entender a paragem que sofreu.

O tempo já me ensinou que o está no destino eu não vou conseguir fugir, posso tentar as vezes que quiser mas volto a lá ir parar.

Por fim, o balanço desta quarentena foi bastante positivo. Agora é o momento de reação, de cuidar dos que precisam de mim e preparar para as próximas fases.