Ser mãe e pai é ser supermulher

Actualmente o modelo de família tradicional já não se aplica a todos os casos, ser mãe e pai é uma das realidade que cada vez mais mulheres enfrentam.

Na sociedade atual, em que o modelo de família tradicional já não se aplica a todos os casos, ser mãe e pai é uma das realidade que cada vez mais mulheres enfrentam. 

Pois é, seja porque a sua relação não correu bem, porque o companheiro faleceu ou simplesmente porque quis embarcar na aventura da maternidade sozinha, a verdade é que ser mãe e pai acarreta todas as responsabilidades associadas à educação de um filho e implica que a mulher seja uma supermulher na luta contra vários preconceitos. 

Estereótipos associados às mães solteiras

Algumas das ideias pré-concebidas que prejudicam a dinâmica de uma mulher que assume ser mãe e pai são:

  • uma mãe solteira é uma mulher pouco responsável e que não encara as relações com seriedade;
  • uma mulher que educa um filho sozinha nunca o pode fazer tão bem quanto um casal;
  • é absolutamente necessário ter um modelo masculino e um modelo feminino na educação de uma criança. Ocupando os dois papeis não o permite.
  • ser mãe e pai torna impossível ter uma carreira bem sucedida e uma família estável.  

Nada disto é verdade e há muitas famílias monoparentais encabeçadas por mulheres que o comprovam.

Os desafios de ser mãe e pai

Há, contudo, certos desafios reais para os quais uma futura mãe solteira deve estar preparada.

Por exemplo, enquanto numa família tradicional as tarefas podem ser bem distribuídas entre o casal e cada pai assume as responsabilidades para que está mais talhado, quando uma mulher acaba por ser mãe e pai os encargos (emocionais, físicos, e financeiros) recaem todos sobre ela – o que, numa sociedade patriarcal, pode ser difícil e mal visto. 

Além disso, também implica despender mais tempo na educação da criança, gerir melhor os afetos e aprender a conciliar as suas ambições com todas as tarefas que uma família acarreta.

Ser mãe e pai com confiança

Ser mãe e pai não é tarefa fácil, mas não é motivo para ter desespero.

Trata-se, sobretudo, de um ato de coragem, já que educar uma criança sozinha pode trazer muita pressão e ansiedade ao seu dia a dia.

Por isso, não hesites em procurar algum tipo de auxílio, nomeadamente um apoio psicológico que te leve a aceitar as tuas falhas e que te ajude a ser a melhor mãe possível.

Por fim, não te esqueças de ti: só poderás ser uma boa mãe se, antes de mais, te sentires bem contigo.