Maternidade é uma opção, não uma obrigação

Como é que ainda se espera que a maternidade seja uma obrigação? Respeitemos os direitos de escolha das mulheres e a maternidade é um deles.
maternidade

Nos dias que correm, a maternidade ainda é, de forma geral, um papel que se espera que todas as mulheres desempenhem. Isto é, ainda há o preconceito de que todas as mulheres têm de seguir este que muitos julgam ser o seu ‘destino biológico’. 

Contudo, esta é obviamente uma ideia retrógrada que é preciso continuar a tentar desconstruir de forma a que todas as mulheres se possam sentir livres. Ser ou não ser mãe é uma opção que só vocês podem tomar!

A libertação da obrigatoriedade da maternidade 

1960 é a década que marca o início da emancipação feminina e da sua desvinculação da obrigação de procriar. Foi precisamente nessa altura que a sexualidade feminina se afirmou verdadeiramente, deixando de estar forçosamente associada à ideia de maternidade.

Foi também nessa época que surgiu a primeira pílula anticoncecional, que veio oferecer à mulher a possibilidade de usufruir das relações sexuais sem engravidar. Podia, assim, pela primeira vez, escolher se queria ou não ser mãe e controlar o número de filhos que tinha.

A maternidade é uma escolha!

Meio século depois, há já muitas de nós que admitem – sem pudor – não querer ter filhos.

Aliás, as escolhas neste campo não se limitam a engravidar ou não engravidar. Até porque, cada vez mais as mulheres abraçam a maternidade numa idade mais tardia, muito em fruto de:

  • privilegiarem a sua formação e/ou a sua carreira;
  • procurarem ter mais estabilidade emocional;
  • desejarem atingir uma certa estabilidade financeira;
  • não estarem certas de que queiram, de facto, ter filhos.

Além disso, hoje há também outras possibilidades que em tempos não se consideravam, como é o caso da adoção e da congelação de óvulos. Ambas estas hipóteses preservam a vossa possibilidade de considerar ter filhos durante o tempo de que precisarem.

Quer queiram ser mães jovens, adiar a escolha ou dizer não à maternidade, o importante é que se sintam seguras da vossa decisão. Não há que ceder a pressões alheias!

Em todo o caso, convém que qualquer que seja a vossa inclinação, a comuniquem ao vosso parceiro. A discussão é fundamental quanto a este tema, para que a vossa relação se mantenha saudável em todos os cenários. 

Se forem solteiras e desejarem ser mães, saibam que o mundo também reservou lugar para todas vocês! Não ter o desejo de ser mãe ou, por outro lado, querer ser mãe solteira, são escolhas, hoje, tão válidas quanto qualquer outra. 

Respeitemos os direitos de escolha das mulheres. E lembrem-se: a maternidade é um deles.

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