Como aprendi a ter uma boa alimentação?

Como apreendi a ter uma boa alimentação? Tudo começou após ter descoberto uma anemia pela terrível carência e intolerância alimentar que tinha vindo a criar durante o meu período universitário.
Newsletter The Stylish Beauty

Como apreendi a ter uma boa alimentação? Tudo começou após ter descoberto uma anemia pela terrível carência e intolerância alimentar que tinha vindo a criar durante o meu período universitário.

Acabou por ser um período em que perdi mais de 15 kg de forma autónoma. Autodestruindo a minha saúde silenciosamente por uma falta de confiança enorme no meu próprio corpo e com uma pitada de influência de supostos “amig(a/o)s”.

Foi então quando mudei para Lisboa, aos 25 anos, que conheci este médico, que me fez ver como seria a minha vida desde o acordar ao dormir se continuasse naquele caminho. Seria dias constantes a tomar comprimidos e suplementos, injecções, soros, transfusões e uns internamentos constantes pelo meio.

Foi precisamente nesse momento, numa quinta-feira no fim do dia no Outono de 2012 que tive de optar por sair do fundo do poço. Que teria de decidir como queria viver a vida, ou seja, tinha de lutar contra a anemia, contra os bichos da minha própria cabeça, contra a visão turba do que via no espelho e contra todas a(s) pessoa(s) que faziam parte do meu ciclo mais próximo que me faziam mal.

boa alimentação

Desde aí aprendi e aprendo todos os dias como ter uma boa alimentação.

Claro que existem altos e baixos. Aliás um dos momentos mais recentes de um baixo na minha alimentação está relacionado com a minha mudança de vida para a Holanda. Lá fui mais uma vez abaixo, esgotando as minhas reservas alimentares, mas nunca batendo no fundo como em 2012.

Confesso-vos que foi um processo longo para aprender como ter uma boa alimentação no seu peso e medida.

Um processo que além das malditas vozes internas e visão turba no espelho teve um peso enorme em críticas externas “ela come que se farta”, “ela como que nem um homem”, “Cláudia, estás outra vez a comer“, “minha queria assim vais engordar”, “reduz o que comes”, “não comas tantas vezes”, “estás gorda”, “estás magra”, “olha os braços”, “olha as pernas”. hmm e já não me lembro de mais, com o tempo apaguei.

Tal e qual com o tempo eliminei a anemia, eliminei a magreza, eliminei as pessoas, as vozes e a visão turba no espelho.

Doeu por de mais internamente e externamente.

Mas hoje olho para isto como um caminho que tinha de percorrer para poder ajudar e dar a voz a isto. Tinha de ter vivido esta experiência para parar centenas de pessoas a ouvirem, ver ou ler o que faço sobre amor-próprio e alimentação.