Vou-te explicar a minha opinião e experiência pessoal do porquê de não deixar de comer carne.

Deixar de comer carne de uma forma radical pode levar a uma carência de ferro e vitamina B12 que são nutrientes mais difíceis de se obter numa dieta vegetariana se não for bem planeada.

A minha experiência de retirar carnes, e o extremismo de retirar as carnes vermelhas da minha alimentação por quase 2 anos levou-me a uma carência de ferro e vitamina B12. O que se traduziu num início de anemia.

Este acontecimento fez-me reflectir muito bem na seguinte questão “O que é uma alimentação saudável?”. Desde então, tenho desenvolvido os meus conhecimentos nesta área. O que me levou a concluir que devemos comer um pouco de tudo o que é natural e de forma variada. [A DGS têm um óptimo manual de alimentos a comprar de forma a comer bem e se poupar].

Já por sua vez a Direcção Geral de Saúde (DGD) recomenda o consumo de peixe e carnes magras que forneçam a mesma quantidade de proteínas que as carnes vermelhas. E que a carne vermelha deverá ser consumida de forma esporádica. Ou seja, que não deve ser retira definitivamente como o o fiz.

Uma pequena porção de carne é suficiente para fornecer quantidades apreciáveis de magnésio, ferro, potássio, zinco e vitaminas do complexo B que não existem em produtos de origem vegetal e que são essenciais ao desenvolvimento humano.

O mais importante não é o fundamentalismo de deixar de comer carne. É sobretudo alterar o modelo de alimentação de forma a que se consuma 2 a 3 refeições por semana de carne ou peixe e incorporar mais vegetais e leguminosas.

Pedro Graça, o diretor do Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável da Direcção Geral da Saúde e diretor da Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto numa entrevista à SIC Notícias explica que, para uma cultura mediterrânea, continuamos a necessitar de pequenas porções de carne. Além disso salienta que a forma de proteger o planeta passa por alterar o modelo de alimentação e mudar a forma como produzimos a carne e o pescado.

Existem várias formas de protegermos o planeta quando falamos de alimentação como diminuir o consumo de congelados, bebidas de açúcar. Consumir os produtos da época, fazer refeições variadas de carne, peixe, ovos, vegetarias, etc.

Por fim, se recuarmos ao século XIX o povo em Portugal vivia uma pobreza profunda, trabalhavam de sol a sol, tinham escassez alimentar, não comiam carne devido à falta de dinheiro e as habitações eram locais muito pobres sem condições higiénicas, obscuras e com má ventilação. Estes são os factores chaves, mais destacados pelos médicos para a propagação da Tuberculose.

Mais recentemente, quando passamos pela crise financeira que atingiu sobretudo a região Norte do país, entre 2010 e 2014, observamos um ligeiro pico desta doença. Eu acredito mesmo, que a falta de dinheiro, fez com que muitos português deixassem de parte o consumo de carne e peixe por serem caros e sendo a má alimentação um factor favorável para a propagação da doença verificou-se este pico.

O porquê de não deixar de comer carne?
Gráfico com fonte na Administração Regional de Saúde do Norte

Por isso a minha opinião é que a população portuguesa continue a consumir carne, de uma forma moderada e equilibrada. Que não se retire os alimentos de forma extrema e que se coma de forma variada. Com isto quero dizer, um pouco de tudo: carne, peixe, ovos, leguminosas, vegetais, frutas, pão entre outros como se observa nas recomendações da direcção geral de saúde.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *