Será muito cedo para fazer um balanço da adaptação à vida de Amesterdão?

Esta é uma das perguntas que mais me fazem, para fazer um balanço de como está a ser a adaptação à vida de Amesterdão.

Primeiro de tudo esta é a minha primeira vez que moro fora de Portugal. No passado, vivi em várias cidades dentro de Portugal. Ou seja, o andar como se diz com as “tralhas às costas” nunca foi um problema.

Penso que tirando as burocracias, que acabam por ser sempre o mais demorado quando deixamos um país e vamos para o outro, não existe grande obstáculos há adaptação a um novo país.

Principalmente quando comparamos o nosso país com um país da Europa.

No que diz respeito às regras de circulação, horários de utilitários, língua e costumes é uma questão de um a dois meses para nos habituarmos.

O mais difícil não é a adaptação em si à vida de Amesterdão, mas o tempo que me sobra livre e como gerir as 48h de um fim de semana. Porque esse tempo é divido em ficar em Amesterdão ou nas viagens a Portugal. E quando falo nas viagens a Portugal é onde se torna mais complicado a adaptação.

“Estás cá e não me vieste ver?” “Estives-te cá e não combinamos nada?” “E não vens este fim de semana?” “Quando é que voltas a casa, o teu pai não está bem.” “Ó madrinha, quando vamos brincar?” 

Porque a minha familia e os meus amigos que estão em Portugal começam a sentir mais falta da minha presença.

Embora as férias sejam programadas a 100% para as idas a Portugal, estas são as perguntas, que para mim, são realmente os pontos que podem complicar uma adaptação a uma nova vida, porque eu dou muito valor à minha família e amigos.

As 48h não dão para muito. Entre sair de Amesterdão, aterrar no Porto. Sair do Porto para Lisboa e sair de Lisboa e aterrar em Amesterdão o tempo que dedicada a estas pessoas passou de semanas, dias a um par de horas e até minutos no café do Aeroporto.

Não me importo com o cansaço, não o sinto, é uma das coisas que também me perguntam muito, se eu estou em Portugal ou em Amesterdão, pelas quantidades de viagens que faço, e se não fico cansada.

Por fim, com o passar do tempo já consigo gerir melhor as suas expectativas e noto que não ficam com coração tão apertado.

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